Sports Analytics e a Copa do Mundo do Futuro

Sports Analytics  e a Copa do Mundo do Futuro

Olha o Gol!

Toda vez que assistimos a um jogo disputado de Copa do Mundo de futebol (conforme a época, também em Olimpíadas), com craques dos dois lados ou uma decisão dramática de quem sai e quem fica, a emoção e a torcida tomam conta da gente. Chances de gol, jogadas incríveis, o pênalti que nem o juiz nem o famigerado “VAR” viram… os olhos grudados nas telas de televisores e celulares e o ritmo alucinante não dão chance de refletirmos sobre tudo o que se aplica para que o espetáculo aconteça a nossa frente.

Vocês devem ter percebido que hoje as disputas estão cada vez mais acirradas, e aqueles absolutos favoritos (Brasil, Alemanha, Argentina, França, etc.) não são mais tão favoritos e muito menos absolutos.

Há tempos a ciência esportiva tem evoluído, não só na preparação física, como também em estratégias e táticas, difundidos pelas globalização de jogadores e treinadores, novos materiais presentes nas vestimentas de esportistas e uma técnica que parece ainda mais abstrata, frente a elementos tão concretos como bolas, traves e chuteiras: análise de dados e estudos estatísticos.

Na verdade, há mais de uma década os principais clubes em diversas modalidades esportivas contratam os serviços de cientistas de dados, estatísticos renomados e consultorias de business intelligence e data analytics. Um dos precursores foi Michael Lewis, que já em 2.003 em seu livro “Moneyball”, através de casos práticos de uso de estatísticas esportivas vaticinava que dirigentes que fundamentam suas decisões em análise de dados alcançariam maior sucesso nas disputas profissionais, em especial na escolha do elenco mais adequado para uma determinada temporada. Na verdade, estatísticas são usadas nos esportes desde o início dos anos 1.900, mas só a partir do século 21 os recursos computacionais conseguiram propiciar um salto significativo na qualidade e amplitude das análises e verdadeiramente revolucionar a gestão esportiva.

O uso de data analytics nos esportes avançou muito desde então, impulsionado por softwares modernos como o Qlik Sense, por exemplo, permitindo que boa parte do esforço de cálculo passe a acontecer de forma automática e análises e cruzamentos fiquem muito mais fáceis. Além disso, temos a coleta de muito mais dados de interesse, capturados por um número muito maior crescente de câmeras, sensores e telemetria, cujo preço vem se tornando cada vez mais acessível. Dessa forma, o campo de aplicações práticas também aumentou significativamente.

Você já se perguntou, por exemplo, por que o Philippe Coutinho dispara seus famosos chutes de fora da área? A comissão técnica brasileira avaliou seus percentuais de acerto naquela determinada posição e comprovou estatisticamente que essa tática tende a ser bem sucedida – o que de fato aconteceu.

Da mesma forma, as probabilidades de êxito com Neymar em campo aumentam de forma relevante, mesmo com todos os seus defeitos e aspectos emocionais, influenciando bolsas de apostas em todo o mundo. Indo além dos campos de jogos e performance esportiva, business intelligence em esportes pode ajudar inclusive no marketing esportivo, ajudando a calibrar campanhas e ofertas de acordo com as preferências dos fãs dos esportes.

As informações também podem ser aplicadas para orientar a melhor negociação possível de um contrato para determinado atleta – ocasionalmente, com milhões de dólares em jogo.

Não significa que os resultados sejam absolutamente precisos, mas que determinadas decisões têm mais chance de acerto.

Para quem quiser conhecer um exemplo prático de como ferramentas modernas de análise podem ser aplicadas, por exemplo, aos resultados da Copa do Mundo da Rússia, há uma simulação gratuita e acessível com as probabilidades dos resultados disponível no website FiveThirtyEight. Acesse a página “2018 World Cup Predictions” e entre na brincadeira para descobrir quem será o campeão antes da Copa terminar. Pode ajudar no bolão do escritório…

A mensagem final é que dedicar-se à análise de dados esportivos e tornar-se um craque de b.i. nessa área pode abrir uma possibilidade interessante em sua carreira, gerando ganhos interessantes… não tanto quanto os dos craques da bola, naturalmente.

Posted in Blog.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *